LULA, HUGO CHAVEZ E A REFINARIA ABREU E LIMA

Lula e a equipe de governo juntamente com a Petrobras decidiram instalar uma Refinaria em Pernambuco. Esta refinaria terá capacidade de produzir 200 mil barris/dia de derivados e a escolha do local matou vários coelhos com uma só caixa-d'água, como se diz no popular: coloca-se um pólo importante no Nordeste, o que é bom para a geração de empregos, traz alguns dividendos políticos para o governo, mas também é um ponto importante para atendimento do mercado local (leia-se NE) e para exportação, uma vez que esta refinaria estará capacitada para produzir produtos de maior qualidade, entre eles gasolina com alta octanagem, que tem maior valor de mercado e é demandada pelos EUA.
Metade do crú a ser processado será o Marlim, um óleo pesado proveniente da Bacia de Campos. Até aí tudo bem. O problema é que esta refinaria é um resultado de uma acordo dos governos brasileiro e venezuelano através de suas estatais Petrobras e PDVSA (Petróleo de Venezuela S.A.). Assim, a outra metade dos 200 mil barris/dia vai ser produzida a partir de crú venezuelano de péssima qualidade, um petróleo extremamente pesado (Grau API 13), alto teor de enxofre e nitrogênio, além de outros contaminantes. O custo de refino deste óleo é muito maior que o processo realizado com o Marlim, e para que se tenha uma idéia, uma linha diferente deverá ser construída para o petróleo proveniente da Venezuela, o que significa que de partida já teremos um custo maior para construção da refinaria. Vale a pena mencionar que o óleo das terras de Huguito é chamado de Carabobo.
Imaginem se este projeto com a Venezuela sair do papel e ficarmos com metade da produção dependendo do bom humor do Revolucionário Bolivariano. A qualquer momento o cara pode fazer chantagem e brecar o envio do petróleo para terras nacionais, o que nos deixará de mãos atadas, pois mudanças serão exigidas para processar outro óleo que não a lama venezuelana e, qualquer mudança numa refinaria por menor que seja, toma tempo e ultrapassa a casa dos milhões de dólares.
Ontem, lendo o noticiário, descobri que Lula e Huguinho não haviam chegado a um acordo sobre a construção da refinaria, pois o Chavez não quer fazer concessões para que uma parceria bem elaborada seja firmada. Não sei os termos destas concessões, mas dentre elas deve estar a garantia de fornecimento em qualquer situação e os preços e metodologias de ajuste (para cima e para baixo) devem ser definidos a priori, senão dá a louca no Imperador e ele corta o fornecimento. Quem acompanha o noticiário sabe que ele é capaz de qualquer coisa.
Então tá, as obras já começaram e até agora só a Petrobrás colocou dinheiro na parada. PDVSA nada! Minha impressão é que el Chavito está dando uma de João-sem-braço, por que a verdade é que eles estão com o caixa baixo, ou como se diz por lá, con el caja chiquito, uma vez que a crise mundial fez o preço do barril de petróleo despencar. A coisa funciona mais ou menos assim: só o Brasil investe e a Venzuela nada desembolsa por que até agora não há acordo. Quando a refinaria estiver pronta para operar, Huguinho assina alguns papéis e paga a sua parte do investimento com o tal do Carabobo. Se aceitarmos isso, nós seremos os Caras Bobos.
Não seria a hora de encerrar este projeto com o vizinho e o tocarmos somente com investimento nacional como é o que tem sido feito até o momento? Ele vai espernear, vai reclamar, xingar, bufar, mas não é o que já faz sempre? Só seriamos mais um país/governo a ser xingado pelo HC. Alguns defensores da parceria podem até alegar que a obra é duradoura e o presidente é passageiro o que justificaria a manutenção do negócio. Mas sabemos que a intenção de Chavez é se manter no poder até o final de sua vida, e pode ter certeza, ele não pensa em morrer tão cedo.
Metade do crú a ser processado será o Marlim, um óleo pesado proveniente da Bacia de Campos. Até aí tudo bem. O problema é que esta refinaria é um resultado de uma acordo dos governos brasileiro e venezuelano através de suas estatais Petrobras e PDVSA (Petróleo de Venezuela S.A.). Assim, a outra metade dos 200 mil barris/dia vai ser produzida a partir de crú venezuelano de péssima qualidade, um petróleo extremamente pesado (Grau API 13), alto teor de enxofre e nitrogênio, além de outros contaminantes. O custo de refino deste óleo é muito maior que o processo realizado com o Marlim, e para que se tenha uma idéia, uma linha diferente deverá ser construída para o petróleo proveniente da Venezuela, o que significa que de partida já teremos um custo maior para construção da refinaria. Vale a pena mencionar que o óleo das terras de Huguito é chamado de Carabobo.
Imaginem se este projeto com a Venezuela sair do papel e ficarmos com metade da produção dependendo do bom humor do Revolucionário Bolivariano. A qualquer momento o cara pode fazer chantagem e brecar o envio do petróleo para terras nacionais, o que nos deixará de mãos atadas, pois mudanças serão exigidas para processar outro óleo que não a lama venezuelana e, qualquer mudança numa refinaria por menor que seja, toma tempo e ultrapassa a casa dos milhões de dólares.
Ontem, lendo o noticiário, descobri que Lula e Huguinho não haviam chegado a um acordo sobre a construção da refinaria, pois o Chavez não quer fazer concessões para que uma parceria bem elaborada seja firmada. Não sei os termos destas concessões, mas dentre elas deve estar a garantia de fornecimento em qualquer situação e os preços e metodologias de ajuste (para cima e para baixo) devem ser definidos a priori, senão dá a louca no Imperador e ele corta o fornecimento. Quem acompanha o noticiário sabe que ele é capaz de qualquer coisa.
Então tá, as obras já começaram e até agora só a Petrobrás colocou dinheiro na parada. PDVSA nada! Minha impressão é que el Chavito está dando uma de João-sem-braço, por que a verdade é que eles estão com o caixa baixo, ou como se diz por lá, con el caja chiquito, uma vez que a crise mundial fez o preço do barril de petróleo despencar. A coisa funciona mais ou menos assim: só o Brasil investe e a Venzuela nada desembolsa por que até agora não há acordo. Quando a refinaria estiver pronta para operar, Huguinho assina alguns papéis e paga a sua parte do investimento com o tal do Carabobo. Se aceitarmos isso, nós seremos os Caras Bobos.
Não seria a hora de encerrar este projeto com o vizinho e o tocarmos somente com investimento nacional como é o que tem sido feito até o momento? Ele vai espernear, vai reclamar, xingar, bufar, mas não é o que já faz sempre? Só seriamos mais um país/governo a ser xingado pelo HC. Alguns defensores da parceria podem até alegar que a obra é duradoura e o presidente é passageiro o que justificaria a manutenção do negócio. Mas sabemos que a intenção de Chavez é se manter no poder até o final de sua vida, e pode ter certeza, ele não pensa em morrer tão cedo.

Tb vi a reportagem, e, de imediato tive a seguinte impressão: "Estamos entrando de C. em festa de P.".
ResponderExcluirRRM