DIA MUNDIAL SEM CARRO.
Hoje, 22 de setembro, é o “DIA MUNDIAL SEM CARRO”, e quem acompanhou o noticiário desde o início da semana pode ver a enorme euforia que os midiáticos estão fazendo em cima deste tema. Pediram que deixássemos nossos carros em casa e chegássemos ao trabalho de transporte público, a pé ou de bicicleta. Não dá para acreditar numa campanha tão cara-de-pau como essa. Realmente não dá para acreditar!!!
Quem é que em sua sã consciência vai deixar de usar o seu carro para enfrentar horas de espera e transtorno para pegar um ônibus, trem ou metrô lotado? Só mesmo o pobre coitado que não tem outro meio de chegar ao trabalho senão pelo uso de um destes tipos de transporte. Da mesma maneira que ir a pé ou de bicicleta também é impossível. Primeiro por causa das longas distâncias dos grandes centros urbanos. Ou alguem vai querer me convencer que um trabalhador que mora em Campo Grande (RJ) deve ir trabalhar de bicicleta no Centro? E segundo que mesmo para pequenas distâncias corre-se o perigo de ser atropelado por um motorista mais apressado e mal-educado. Ou seja, nós como país subdesenvolvido, terceiro-mundista ou em desenvolvimento (seja lá como for que queiramos ser definidos) não estamos preparados para este tipo de locomoção. Como as autoridades e a mídia tem a desfaçatez de pedir que usemos a bicicleta para trabalhar se não temos ciclovias espalhadas pela cidade? Como podem pedir que usemos o transporte público se o que nos oferecem são verdeiras carroças, daquelas do tipo que transportam boi para o abate?
No Rio de Janeiro por exemplo o prefeito foi trabalhar de Bicicleta – Só pode ser um Fanfarrão!!! Ora, quem quer dar o exemplo, faz todo dia. Ele mesmo falou que era um gesto simbólico e que não iria voltar de bicicleta por que sai muito tarde do trabalho. Prefeito, todos nós saímos tarde do trabalho!!
O Brasil tem a mania de importar campanhas do mundo civilizado, assim como fez desta vez. Propagar a não utilização de automóveis como meio de proteger o planeta é bom, bonito e legítimo, mas é uma realidade muito mais européia que Latino Americana, uma vez que na Europa já se resolveu há muitos anos o problema do transporte público, com uma imensa ramificação ferroviária que te leva a qualquer ponto da Europa a partir de uma cidade. Ciclovias bem sinalizadas, e motoristas educados permitem que o ciclista use seu véiculo sem medo.
Aqui, deveríamos aproveitar este dia para tomarmos atitudes que nos permitam no futuro deixar o carro em casa para trabalhar. Por exemplo, por quê as autoridades não assinam a autorização de um projeto que triplique a linha de metrô e trem? Por quê a população não cobra de seus governantes a exigência de mais respeito das concessionárias de ônibus, com veículos em boas condições e em quantidade suficiente para atender a toda a demanda com um mínimo de conforto? Por quê não existe uma lei dizendo que para cada nova avenida ou rua seja obrigatório a construção de uma ciclovia?
Por quê nas estações de metrô não existem estacionamentos permitindo que o usuário utilize seu carro numa pequena distância para chegar até à estação, podendo ir e voltar de metrô? Por quê, por quê, por quê?
Enquanto não tivermos respostas e soluções para tais problemas, o resultado será o mostrado na foto acima, engarrafamento monstruoso no “Dia Mundial Sem Carro”. Ou então, institua-se esta data num domingo, preferencialmente num dia chuvoso, por que aí é certo que o dia será realmente sem carro.
Quem é que em sua sã consciência vai deixar de usar o seu carro para enfrentar horas de espera e transtorno para pegar um ônibus, trem ou metrô lotado? Só mesmo o pobre coitado que não tem outro meio de chegar ao trabalho senão pelo uso de um destes tipos de transporte. Da mesma maneira que ir a pé ou de bicicleta também é impossível. Primeiro por causa das longas distâncias dos grandes centros urbanos. Ou alguem vai querer me convencer que um trabalhador que mora em Campo Grande (RJ) deve ir trabalhar de bicicleta no Centro? E segundo que mesmo para pequenas distâncias corre-se o perigo de ser atropelado por um motorista mais apressado e mal-educado. Ou seja, nós como país subdesenvolvido, terceiro-mundista ou em desenvolvimento (seja lá como for que queiramos ser definidos) não estamos preparados para este tipo de locomoção. Como as autoridades e a mídia tem a desfaçatez de pedir que usemos a bicicleta para trabalhar se não temos ciclovias espalhadas pela cidade? Como podem pedir que usemos o transporte público se o que nos oferecem são verdeiras carroças, daquelas do tipo que transportam boi para o abate?
No Rio de Janeiro por exemplo o prefeito foi trabalhar de Bicicleta – Só pode ser um Fanfarrão!!! Ora, quem quer dar o exemplo, faz todo dia. Ele mesmo falou que era um gesto simbólico e que não iria voltar de bicicleta por que sai muito tarde do trabalho. Prefeito, todos nós saímos tarde do trabalho!!
O Brasil tem a mania de importar campanhas do mundo civilizado, assim como fez desta vez. Propagar a não utilização de automóveis como meio de proteger o planeta é bom, bonito e legítimo, mas é uma realidade muito mais européia que Latino Americana, uma vez que na Europa já se resolveu há muitos anos o problema do transporte público, com uma imensa ramificação ferroviária que te leva a qualquer ponto da Europa a partir de uma cidade. Ciclovias bem sinalizadas, e motoristas educados permitem que o ciclista use seu véiculo sem medo.
Aqui, deveríamos aproveitar este dia para tomarmos atitudes que nos permitam no futuro deixar o carro em casa para trabalhar. Por exemplo, por quê as autoridades não assinam a autorização de um projeto que triplique a linha de metrô e trem? Por quê a população não cobra de seus governantes a exigência de mais respeito das concessionárias de ônibus, com veículos em boas condições e em quantidade suficiente para atender a toda a demanda com um mínimo de conforto? Por quê não existe uma lei dizendo que para cada nova avenida ou rua seja obrigatório a construção de uma ciclovia?
Por quê nas estações de metrô não existem estacionamentos permitindo que o usuário utilize seu carro numa pequena distância para chegar até à estação, podendo ir e voltar de metrô? Por quê, por quê, por quê?
Enquanto não tivermos respostas e soluções para tais problemas, o resultado será o mostrado na foto acima, engarrafamento monstruoso no “Dia Mundial Sem Carro”. Ou então, institua-se esta data num domingo, preferencialmente num dia chuvoso, por que aí é certo que o dia será realmente sem carro.


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