A GUERRA DAS BARATAS

Um dia, vendo que algumas baratas entravam em minha casa para realizar os mais diversos assaltos, deixando a população em pânico (esposa e filha), resolvi fazer um trabalho de inteligência e descobrir onde a gang se escondia. Juntei meu arsenal (spray e havaianas), preparei a população para um grande conflito, esperei o fim do dia onde o movimento na rua é menor e lá fui eu em direção ao bueiro que existe em frente ao meu portão. Era lá o quartel general, até aquele momento impenetrável. Comecei o ataque, e as baratas saíram pelo ralo procurando abrigo em outro local. Eram muito mais de cem. Continuei com o spray e comecei o ataque físico, agora também com as havaianas estrategicamente posicionandas nos pés direito e esquerdo. Interessante pois muitas delas já sabiam para onde correr, procuravam o ralo do outro lado da rua e a tampa do esgoto posicionada ao centro. Pareciam preparadas para este dia. Outras baratas saíam de diversos locais, como se estivessem dando cobertura uma às outras. Eu matava os insetos e ao mesmo tempo protegia a entrada do portão para que elas não adentrassem em minha casa, o que poderia levar pânico aos moradores fazendo com que se voltassem contra a operação.
O saldo foi algo em torno de 70 baratas mortas, espalhadas pelo asfalto. Mais tarde alguns transeuntes paravam e me parabenizavam pela coragem. Afinal, já era tempo que alguma coisa deveria ser feita. Eu como comandante da operação, tenho certeza que não exterminei todas as baratas da localidade, mas aprenderam que não se brinca com o dono da força. De vez em quando uma ou outra desavisada tenta um furto em minha casa, mas é logo exterminada. Nunca mais apareceram em bando levando terror e medo ao meu território. A população está tranquila!
A operação de ontem (quarta-feira, 25/11/2010) na Vila Cruzeiro foi bem parecida com a que eu já havia realizado. Os soldados do Bope e da Marinha entraram com o spray e as baratas fugiram em disparada em busca de um outro abrigo, tontas e sem reação. À primeira vista, a estratégia foi bem sucedida. Entretanto, se tivessem me consultado eu diria: - não esqueçam as havaianas!


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